Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Esta classe médica....

Isto das mudanças bruscas de tempo, arrasar com a paciência de qualquer um, por se ver obrigado a trocar a t-shirt pelas camisolas de malha, mas também com a saúde.
Desta vez fui eu quem teve de se deslocar ao médico, sendo presenteada com os seguintes factores:
-questionário sobre toda a minha vida, chegando inclusivamente a abordar o seu carácter sexual;
- faringite;
- uma qualquer patologia mitral;
- 38,5º de temperatura;
- virose;
- taquicardia;
-possível sopro no coração (a averiguar mais tarde, disse ele);
- 4 dias de cama, de que não abdicou nem quando lhe disse ser-me impossível.

Bolas! E eu que era capaz de jurar que não será mais que uma gripe usual...


Das duas uma: ou o médico tem o seu posto em risco e precisa de mostrar serviço, ou vou morrer entretanto e ainda ninguém me avisou...

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Sabem aquela expressão do Harry Potter quando vislumbra boquiaberto pela primeira vez o grande castelo de Hogwarts?

Era mais ou menos isso que se poderia ver na minha face quando entrei pela primeira vez na FML. Só faltou a banda sonora a condizer e o momento seria igualmente cinematográfico.

Aliás, eu própria seria capaz de jurar que os corredores do Sta Maria se movimentam também como que por passe de magica. É que no final de uma semana a percorrer o mesmo caminho 4 vezes por dia, ainda sou menina para me perder uns bons 10 minutos dentro do edifício...!

Sábado, Outubro 31, 2009

Desço a escadaria devagar, como se cada passo enfurecesse a dor acutilante que me esmaga o peito. Fecho cuidadosamente a porta depois de sair para que não bata. Os vizinhos odeiam-no e também a mim me enfurece. Respiro fundo e espero que o vento fresco me inunde a face antes de iniciar a derradeira caminhada.
Podê-la-ia fazer de olhos vendados de tantas que foram as vezes que trilhei estes caminhos, mas hoje, por alguma razão tudo me parece diferente. Pesam-me os pés, as lágrimas turvam-me a visão e surpreendo-me ao constactar que tudo aqui parece ter uma historia para contar, um pedaço da minha vida cautelosamente guardado nas intermitências de um passado feliz.
Poderia jurar ter nascido aqui, entre o constante sibilar do vento e o bailado de um moliceiro fazendo diariamente as delícias dos turistas. Julgar-me-ão louca, bem sei, ou não tivesse eu pisado pela primeira vez este solo há apenas um ano atrás. Mas quantos anos valerão os momentos que aqui passámos? Quantas décadas? Quantas décimas de valor, dessas que nos decidem o futuro e nos hierarquizam a essência, para tão sabiamente servir a mesquinhez desta sociedade? Poderiamos tutoriar sobre o assunto, como só nós sabemos. Sim! Fa-lo-emos certamente um dia, quando arrancar a bata branca e me fartar de brincar aos médicos.
Ainda assim, deixo-me subitamente tomar por um doce sorriso capaz de abarcar o mundo, ou não fosse esta a melhor forma de formalizar este adeus.




É curioso como nem sempre as decisões mais acertadas são desprovidas de dor e tormento, mas quando a hora chega, há que espraiar as asas e rumar a novos horizontes.

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

"A vida dá muitas voltas", ouvi-me eu ontem dizer. Na realidade julgo até nunca ter pensado tanto no significado da expressão...até agora.
Mas seja qual for a mudança que a vida nos imponha, acabamos sempre por nos moldar às circunstâncias e encontrar uma nova rotina.
Aprendemos a habitar um novo espaço, a amar novas pessoas e a aceitar outras cidades como se da nossa se tratasse. A pouco e pouco encontramos a tranquilidade onde nunca esperámos que fosse possível e definimos metas e os trilhos que nos levarão onde sempre ansiamos chegar - à felicidade.
Pessoalmente, sabia que só uma coisa poderia ameaçar tudo isto e levar-me a seguir um novo caminho.
Agora que a tenho, não sei bem se serei capaz de avançar.

Sábado, Outubro 24, 2009

You Found Me - The Fray

Nos últimos tempos, este é dos temas mais tocados no meu iPod, e há já quem reclame de me ouvir cantarolá-lo todo o dia.
Acredito ser quase inevitável que qualquer um de nós não se tenha sentido já desta forma...abandonados, perdidos, desorientados...





A versão original poderá ser encontrada aqui.

Quinta-feira, Outubro 22, 2009



- Que andas tu a fazer?
- A estudar cardio, obviamente
- Então já me podes explicar como chegar ao teu coração?
Odeio homens com a mania que são engraçados.
Mas este, diga-se, até que tem a sua graça...

Quarta-feira, Outubro 21, 2009




"For what it's worth: it's never too late or, in my case, too early to be whoever you want to be. There's no time limit, stop whenever you want. You can change or stay the same, there are no rules to this thing. We can make the best or the worst of it. I hope you make the best of it. And I hope you see things that startle you. I hope you feel things you never felt before. I hope you meet people with a different point of view. I hope you live a life you're proud of. If you find that you're not, I hope you have the strength to start all over again."

(The Curiouse Case of Benjamin Button)

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

Mal habituada...

Andam a habituar-me mal com tantos mimos. Desta vez foi a Cláudia quem decidiu oferecer-me um destes selos fofinhos que circulam pela blogoesfera na intenção de demonstrar apreço e carinho.










Uma das regras deste selo será escrever uma pequena lista de 8 aspectos da minha personalidade, o que, confesso, não se adivinha tarefa fácil.




1- "Indecisa", seria a primeira resposta da sra. minha mãe se questionada a respeito dos meus defeitos.
Sim. Uso e abuso da indecisão desde sempre, quer se tratem de decisões cruciais ou meramente banais para a minha existência. Mas creio que o facto de reflectir demasiado em todas as vertentes da questão antes de dar o primeiro passo constitua talvez o cerne desta questão;





2- A vida encarregou-se de me demonstrar que, por vezes, sou demasiado ingénua e teimo em acreditar que o lado bom de cada um suplanta qualquer aspecto menos positivo. E nestes casos, nem sempre a constactação da realidade é pacífica e indolor;





3- Argumentam alguns ser em mim inexistente o equilibrio saudável entre egoísmo e altruísmo e, verdade seja dita, sinto-o na pele mais vezes que o desejável;





4- Irritam-me a inércia, a ignorância e a futilidade da sociedade actual, quase tanto quanto me tiram do sério a injustiça, os jogos de poder e a luta de interesses;




5- Gosto de pessoas com a capacidade de me fazer sentir pequenina, ignorante, mediocre;



6 (4.1 seria o correcto) - Ahh e irrita-me também esta nova geração que cria aquilo que chamo as "relações de plástico", (incluindo aqui aquele tipo de amizades que de sincero pouco têm e que duram pouco mais que meia-dúzia de meses), e que acabam qualquer frase com expressões como "amo-te" ou "adoro-te" ou algo semelhante.

Não, não são oito, mas estas por agora parecem-me suficientes.


Quinta-feira, Outubro 15, 2009

Da Minii...

Há cerca de duas semanas fui presenteada pela Minii, que de tão querida que é, teve a amabilidade de me oferecer estes dois miminhos:











Ditam as regras que os deveria oferecer igualmente a 10 outros blogues da minha preferência, mas tendo em conta a dificuldade de escolher apenas uma dezena entre todos aqueles de que gosto particularmente, decidi oferecê-los a todos os que se acharem merecedores de tal distinção. Portanto não se acanhem de os usar. Serão igualmente entregues de forma sentida!

Segunda-feira, Outubro 12, 2009

Diz que são 19...

...e agrada-me!


Será quase inevitável relembrar parte dos momentos que já vivi, e questionar-me sobre o que encontrarei para lá da imprevisibilidade do futuro.

Porém, hoje por entre abraços, beijinhos e sorrisos, sinto o pulsar de quem tem meio mundo para descobrir e outro tanto para conquistar!

Sábado, Outubro 10, 2009



Tenho particular gosto pelos dias em que o passado me revisita e me traz um novo fôlego de confiança no futuro.

Domingo, Outubro 04, 2009

Gosto da Unicidade!



Chama-se Serenata à Ria e é um dos mais magníficos momentos simbólicos da tradição académica de Aveiro.
Dress code?Negro. Muito negro!



O cenário repete-se esta noite, assinalando a imposição das insígnias.

Quinta-feira, Outubro 01, 2009

30/09

Uma roda viva, é o que esta semana tem sido. Entre aulas, tardes de estudo e horas perdidas nos serviços académicos em que se teima serem suficientes apenas 3 funcionários para responder aos anseios dos milhares de estudantes da universidade, ainda tive de encontrar tempo para uma escapadela com os caloiros pela noite de Aveiro. Mas devo salientar que até me agradou bastante, e fiquei completamente esmagada ao ouvi-los gritar pelo curso a plenos pulmões e por iniciativa própria. É demasiado lamexas, bem sei, mas nestas coisas sou definitivamente um coração mole.
Entretanto começam os normais dias festivos de integração ao caloiro, prometendo muita animação e cansaço, e pior, tenho mesmo que começar a organizar a minha festa de aniversário, o que, convinhamos, é giro mas dá um trabalhão...

Segunda-feira, Setembro 28, 2009

Lá em casa...

Experimentem morar numa casa juntamente com mais 3 pessoas, sendo que metade das habitantes do apartamento é fã de Tokio Hotel e, inocentemente, claro, fazer o seguinte comentário:
"-Na próxima semana sai o novo album da banda. Aviso já que da minha parte não se ouvirá outra coisa durante as duas semanas seguintes."

Depois atentem na expressão de pavor delas. É giro, garanto!

De qualquer forma, ambas respeitam os nossos gostos musicais, por mais estranhos que lhes possam parecer, o que é, sem dúvida, louvável.

De bradar aos céus...

É incrível como ainda tenho a capacidade de me surpreender com a mediocridade deste mundo. Por razões que para o caso pouco importam, tenho cerca de meia dúzia de conhecidas na faixa etária dos 13/14 anos que por vezes gostam de me fazer perder tempo com os seus desabafos e angustias, e acredite-se que chega a ser deprimente a futilidade desta gente.
Não posso deixar de pensar que, na sua idade eu não era assim, ou pior, tão pouco tenho ideia de conhecer alguem com tais características.
Juro que é nessas altura que mais me assusto com o rumo que a civilização está prestes a tomar. Para que me hei-de eu preocupar com as guerras e injustiças deste mundo se o futuro, ao que parece, se adivinha ainda pior?
Diz a M. que será o síndrome Morangos com Açúcar. Eu diria apenas que não é mais que o resultado da ignorância e superficialidade que aos poucos se começam a enraizar nesta sociedade.
Enfim...vamos no bom caminho, portanto.

Sábado, Setembro 26, 2009

Que as pessoas mudam já todos sentimos um dia ou ouvimos dizer a alguém amargurado e, sobretudo, desiludido. O que constantemente me questiono é se na realidade o ser humano se mantém imutável e somos nós quem gosta de o imaginar de forma diferente, criando uma imagem e personagem provavelmente mais idílicas mas que, na verdade, não existem.
Seja como for, é inevitável que, mais cedo ou mais tarde nos tenhamos de confrontar com o verdadeiro eu de cada um, sendo que se de um ser até então essencial à nossa existência se tratar, ficam mazelas…e das profundas.




«Just because I'm losing
Doesn't mean I'm lost
Doesn't mean I'll stop
Doesn't mean I'm across

Just because I'm hurting
Doesn't mean I'm hurt
Doesn't mean I didn't get what I deserved
No better and no worse»



Lost, Coldplay



Quarta-feira, Setembro 23, 2009

Não tivesse a gripe feito das suas e a minha ligação à internet continuar por estabelecer (e desta vez sim, já quase abala a minha integridade mental), e ter-se-iam vivido grandes dias por estas bandas. De qualquer modo é sempre bom voltar à rotina habitual, principalmente quando esta inclui poder estar com grande parte das pessoas que já se tornaram essenciais à minha existência, partilhando momentos que, ainda que banais, nos deixam sempre incrivelmente felizes.
Entretanto percebi também que a quantidade de trabalho que vou ter este ano me impede de fazer teatro como era meu objectivo, ou assim deveria já que esta constatação em nada abalou os planos que havia realizado para este ano lectivo. E devo confessar que me orgullho da minha atitude. Há apenas uns meses atrás já mais tomaria esta decisão, apesar de tal facto deixar algumas marcas psicológicas, mas desta vez nem hesitei. Rezo só para que o preço a pagar por tudo isto não seja demasiado elevado.
E pronto, tem sido isto a minha vida. Há que aproveitar enquanto o trabalho ainda deixa respirar.

Sábado, Setembro 19, 2009

19/09

Chegou ao fim a minha primeira semana do ano lectivo em Aveiro, e com ela o meu jejum de internet. Confesso que se de outra época se tratasse, já teria trepado às paredes e amaldiçoado com todas as minhas forças os funcionários da Sapo que ainda não tiveram a decência de proceder à instalação da internet na minha nova habitação. Mas não. Andei demasiado ocupada e entusiasmada com o início das praxes.


É incrível como o simples envergar do traje académico nos faz ver as coisas de prismas diferentes. Percebi no decorrer da semana que o que move um estudante universitário a cobrir-se de fazenda negra sob os raios de sol dos últimos dias de Verão e manter-se de pé horas a fio apoiado nuns pés dolorosamente massacrados pelo desconforto dos sapatos, não é a ânsia de humilhar os novos estudantes, mas a vontade de os integrar da melhor forma possível naquela que será a sua casa nos anos vindouros, e transmitir-lhes o orgulho pelo curso (o que se revela uma tarefa ingrata quando a maioria chega de alma ferida por não poder estudar Medicina) e, sobretudo, pela academia.
Hoje os novos aspirantes a biomédicos ignoram que nos meses que se seguem serão incontáveis os dias em que, vencidos pelo cansaço e desalento e de rosto banhado de lágrimas, correrão até casa decididos a desistir, ou ainda a quantidade de vezes em que se sentirão perdidos nos meandros do PBL... mas principalmente, ignoram que jamais serão capazes de abandonar esta família que agora os acolhe.

Sábado, Setembro 12, 2009


Víciada! É assim que esta série me tem deixado ultimamente.

Valha-nos a televisão norte americana para garantir ainda alguma qualidade na grelha de programação dos canais portugueses.

Terça-feira, Setembro 08, 2009



Hoje tinha esta surpresa da Matilde. Agradeço a simpatia e doçura.


Agora devo enviá-lo igualmente a cinco blogues, o que não será tarefa fácil. São bem mais de meia dezena os espacinhos de que gosto bastante, mas desta vez escolho:


O blog da Joanna, com o qual me identifico bastante;


A Joana Éme e o seu enorme coração e sensibilidade com as palavras;


A Jojozinha de quem sou visita regular;


A bailarinha deste espacinho, de sorriso contagiante e brilho no olhar;


A Marisa e a Liliana, cumplices na paixão TH e autoras daquele que é o primeiro log que visito uando me apetece passear pela blogoesfera.




07/09

Entrei, portanto, na minha última semana de férias, mas felizmente a diversão e a escassez de preocupações próprias do Verão parece ainda não ter chegado ao fim. Quarta-feira rumo à Nazaré com alguns amigos, para aqueles que se adivinham ser uns dias muito bem passados, apesar de o fim-de-semana se adivinhar um dos mais stressantes: em príncipio ainda na noite de Sábado serão divulgadas as colocações do ensino superior e, portanto, independentemente do veredicto, no Domingo lá vou eu de malinhas aviadas para outra cidade qualquer.
Mas confesso que não deixo de estar ansiosa relativamente às próximas semanas...a azáfama de sempre, as correrias de um lado para o outro, novas caras, as praxes, a integração e obviamente a mesma animação de sempre.
Passo o ano a aclamar pelas férias mas a verdade é que sinto que os anos de vida académica são, de facto, dos melhores da nossa vida.
Mas tenho ainda um mea culpa a assumir. Tenho o péssimo hábito de subestimar quase tudo o que tenho. Felizmente, há quem faça questão de me ir lembrando que, no que toca a amizades, tenho as melhores do mundo. Hoje, foi mais um desses dias...

Domingo, Setembro 06, 2009

O Conselho que Vos Deixo




Nunca deixes o teu gato "copinho-de-leite" sair de casa, pois pode brigar com o gato do vizinho e, habituado que não está à violência do mundo para lá da porta de casa, volta pouco depois com uma patinha ferida e inchada. Depois tens tu que andar com ele ao colo pela casa para o bichinho não fazer esforços e magoar-se ainda mais.

Toma lá que é para tirares a mania de que o gato tem que conviver!!!


E pronto. Tivesse eu hoje que escrever um dos sketches do Bruno Aleixo para a rubrica "Os Conselhos que Vos Deixo" e seria mais ou menos assim.

Sexta-feira, Setembro 04, 2009

03/09

E pronto...acabo de regressar do sul do país depois de uma semaninha bastante agradável e divertida. Agora são só mais uns dias de férias e começam novamente as aulas e com elas as dores de cabeça, mas felizmente ainda temos as praxes que sempre dão para aliviar o stress!
É incrível como um ano passou tão rápido...
Hoje tinha também algo especial no correio: um dvd com alguns dos melhores momentos do Fanwalk que a Sony Ericsson enviou aos participantes de 2008. Para além de ter sido bastante simpático da parte deles, deu para relembrar aqueles 9 dias e servirá também para que mais tarde os possa recordar sem ter que exigir demasiado da minha memória. A Sony Ericsson propos-nos ainda uma viagem até Berlim nos primeiros dias de Novembro para um reencontro entre fanwalkers e ainda podermos trocar algumas palavras com os participantes deste ano, mas para além de não poder contar com a companhia de mais nenhum português, seria demasiado violento estar em Berlim no dia dos MTV Europe Music Awards e não poder assistir à cerimónia.

Quarta-feira, Agosto 26, 2009

Enfim...

Preparava-me hoje para sair de casa quando, eu resposta a um ruído anormal que se fazia ouvir no prédio, abri a porta e entrou-me subitamente um cachorrinho por casa dentro. Pelo aspecto era nitidamente abandonado e mesmo tendo chegado a pensar em ficar com ele, o meu gato rapidamente me lembrou que a coexistência dos dois debaixo do mesmo tecto não seria pacífica. Portanto lá fui eu tentar arranjar uma família ao bichinho, e felizmente fui bem sucedida, já que a senhora que o adoptou tem já vários animais e pareceu maravilhada com o novo inquilino. Não vale a pena desfiar o rol de criticas a quem abandona os seus animais porque, felizmente, o que não falta são acções de consciencialização nesse sentido, mas é obvio que todas elas não têm dado fruto, pelo que é necessário recorrer a outro tipo de estratégias para as quais nem eu própria tenho sugestões. O abondono e a violência contra os animais é punível por lei, mas das duas uma: ou as autoridades não estão a fazer o que lhes compete (é mais giro fazer "operações stop", horas a fio plantados à beira da estrada), ou é mesmo impossível ter mão neste tipo de situações. Eu diria, que a segunda não é mais que uma consequência da primeira...

Segunda-feira, Agosto 24, 2009

A propósito...

Devo confessar que uma das características que mais admiro nos seres humanos é, sem dúvida, a sinceridade, pelo que, naturalmente, poucas são as coisas com o poder de me tirar do sério de forma tão exacerbada como a cobardia.
Ainda assim, acredito que, pior que criticar alguém em surdina é, sem dúvida, fazê-lo "só porque sim", sem qualquer tipo de argumentos plausíveis que sustentem tal opinião, o que denuncia uma tremenda falta de personalidade e auto-afirmação e um enorme estado de desarmonia para com a vida.
De qualquer forma, confesso que não posso deixar de sentir alguma compaixão por este tipo de pessoas, já que desta forma dificilmente conseguirão viver tranquila e serenamente, enfim...serem felizes!
(Peço desculpa pelo devaneio).
Adiante:
Será apenas impressão minha ou sente-se já o cheiro do terminus do Verão?E não o digo pelo tempo meteorológico, que nesse já nos habituámos em não confiar, mas não pude deixar de reparar esta tarde que até as praias já começam a ficar mais despidas de veraneantes. A pouco e pouco as pessoas começam a regressar à sua rotina diária, longe da azáfama dos meses de Julho e Agosto, o que para mim só tem um significado: TRABALHO (e não é pouco)!

Sexta-feira, Agosto 21, 2009

Ao que consta...

Diziam ontem a Maria e o Miguel, luso descendentes regressados à terra da mãe para mais um Verão com o grupo de amigos português, que na Suécia a conduta da população é substancialmente diferente. Se por um lado a sociedade é mais fria e de pouca "conversa fácil", parece ser simultaneamente mais sensata. Segundo eles na Escandinávia o ideal de igualdade não se restringe à utopia como tanto acontece connosco, e a discriminação sexual, racial e de género parece não ter lugar.
Confesso que começo a simpatizar com os países nórdicos. É tudo uma questão de civilização e bom senso!

Terça-feira, Agosto 18, 2009


«Os homens são anjos nascidos sem asas, é o que há de mais bonito, nascer sem asas e fazê-las crescer.»
José Saramago

Segunda-feira, Agosto 17, 2009



Tempo mais que cinzento, mau humor e estado febril: conjuntura mais que perfeita para ficar em casa a pensar em coisas que não deves. Boa, Ana Filipa. Boa!

Domingo, Agosto 16, 2009


Quem nos visse hoje e atentasse na expressão de arrogância com que nos fitámos jamais imaginaria que outrora fomos quase irmãs.

Mas o que mais me irrita é que é ainda tua pertença o lugar que ocupaste um dia no meu coração...

Sábado, Agosto 15, 2009

Cada vez mais acredito que o maior desafio de todos nós será viver no seio desta sociedade. Já não há paciência!


Quinta-feira, Agosto 13, 2009

12/08

Não tinha noção da transformação emocional que uma simples decisão poderia provocar em alguém. Percebi finalmente que o caminho que achava ser o correcto nada mais me traria que infelicidade e frustração, facto que parece ter-me trazido um novo ânimo, uma nova força interior que quase parece anular o enorme medo de falhar que sempre tive.
A juntar a este facto, a verdade é que os últimos dias têm sido particularmente agradáveis, ou não estivessemos nós em Agosto, em pleno período de férias e sem quaisquer preocupações escolares. Quase que me atreveria a dizer que já sinto saudades das tutorias, aquele que é o maior pesadelo de qualquer aspirante a biomédico (ou pelo menos o meu), mas é melhor não exagerar.
Portanto voltámos ao habitual: os nove do costume, na praia do costume e com as gargalhadas e o espalhafato do costume. Como diria alguém em momentos de loucura de que já tenho saudades...o standart!

E por falar em saudades, tenho-as aos milhares da minha Joaninha que decidiu ir ver o Big Ben mais de perto.

Domingo, Agosto 09, 2009

Ouviu-se hoje pela manhã:



-Mãe, devo informar que acabo de me fartar de ser quem vocês querem que eu seja. Está na hora de ser eu própria e seguir o meu caminho.



Acho que houve uma revolução cá dentro. Daquelas que abalam dogmas e derrubam regimes.

Sábado, Agosto 08, 2009

Conclusão...

...Canso-me muito mais nas férias que em tempo de aulas

Quinta-feira, Agosto 06, 2009

O velho armário

Abro o armário. Observo vagarosamente em busca de um qualquer agasalho que me permita enfrentar o vento que sopra lá fora, e à esquerda encontro algo que me prende o olhar. Deixo que os dedos deslizem suavemente na fazenda de cor preta. Respiro fundo e cerro os olhos.


-Despacha-te, Filipa. O teu avô engraxou-te as botas.


Corro apressadamente a calçá-las. Quando o som da campainha que anuncia o recreio se fizer ouvir, correrei rapidamente pela escada de madeira até ao pátio da velha escola. Hoje ninguém me ganha no jogo da macaca nem nos campeonatos de berlinde que disputo com os rapazes. Tenho as botas engraxadas pela paciêcia do meu avô e assim sinto que poderia enfrentar todos os desafios do mundo, ainda que aos 8 anos estes se resumam apenas a meros jogos de criança.


Assaltam-me a memória momentos simples, singelos, que hoje assumem outra preponderância. Tantos planos haviamos feito para este Verão e para os que se seguissem (lembras-te?), entre uma e outra pergunta sobre os exames escolares que me levariam a outros voos. Enchia-te os olhos de orgulhos a ideia de que os faria com a facilidade com que tu fazias uma simples conta de somar no fundo de uma folha já rabiscada. Ou pelo menos assim gostavas de pensar.


-Tens a inteligência do meu pai e a sabedoria da minha mãe. - dizias.


Fazes-me falta. Tenho as botas por engraxar e um vazio no peito que lateja dolorosamente.
Soubesses tu as vezes que me remexo nos lençois esperando pelo sono raptado pelo medo de te desiludir...terás ainda orgulho em tudo o que sou?


Não! Abro os olhos, limpo apressadamente as lágrimas à manga da camisola e fecho bruscamente o armário. Hoje não há lugar a saudosismos.

Terça-feira, Agosto 04, 2009




- Não sei muito bem o que fazer. Seja qual for a decisão que tomar, tenho medo de me arrepender quando já for tarde.
- Mas então vai.Vai, que esperas tu?
- Caramba, queres é livrar-te de mim...
- Não! Quero é que sejas feliz.


Adoro-te M.

Domingo, Agosto 02, 2009




Odeio despedidas, seja qual for a sua natureza. Simplesmente odeio-as, desde as mais marcantes às mais insignificantes. É quase como se inconscientemente obedecesse à velha lei da inércia e o meu íntimo se recusasse a acompanhar as variações de velocidade da vida.
Mas por vezes há que romper as amarras e seguir o nosso caminho.

Quinta-feira, Julho 30, 2009

"I know not what tomorrow will bring"

Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as coisas humanas postas desta maneira,
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seriam melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!

Alberto Caeiro

Diz o mestre e eu acato!
O cansaço impediu-me de sair de casa esta noite. Em vez disso dediquei-me a ler Pessoa e derivados (leia-se heterónimos), algo que adoro mas que, por falta de tempo ou tranquilidade, não fazia há muito.
A verdade é que, por mais que leia os mesmos poemas dezenas de vezes, tenho ainda a capacidade de me maravilhar com tamanha genialidade. Digam o que disserem, Pessoa era de uma grandiosidade tal que quase parece não poder coexistir com a condição humana. Era sem dúvida um iluminado, cujo o legado me apazigua o âmago e alimenta a alma de uma forma que já havia esquecido.

Quarta-feira, Julho 29, 2009




Definitivamente adoro o Verão, a praia, o mar, as nossas loucuras no areal e as gargalhadas estridentes que deixam adivinhar a nossa felicidade e fazem toda a praia olhar na nossa direcção. Ousadias de quem esperou ansiosamente durante todo o ano por estes momentos.

Terça-feira, Julho 28, 2009

Caros topógrafos deste país, é favor colocar um círculo bem grande de cor vermelha em torno do município "Marinha Grande" de cada vez que colocarem um mapa de Portugal no mercado. E não, não é presunção. Eu é que já estou farta de ter que acrescentar "distrito de Leiria", perante a expressão atónita de quem me questiona sobre as minhas origens e se vê confrontado com a existência de tal sítio.
Parece sensato, não?

Quarta-feira, Julho 22, 2009

22/07

Pronto! Acabo de me (re)candidatar ao Ensino Superior, e tendo em conta que todas as minhas opções são Medicina, estou nitidamente à espera de um milagre...e dos grandes!

P.S. Raios partam o tempo que me fazem trocar as t-shirts pelos casacos quentinhos

Sábado, Julho 18, 2009

Marés Vivas 2009

A proximidade de Aveiro ao Porto tem destas coisas. Permite-nos ir à capital nortenha com moderada frequência, quer seja para fazer compras, ir ao teatro ou simplesmente passear e sentir o pulso à cidade, coisa que, confesso, a mim me encanta particularmente. E permite-nos também ir a festivais que acabam de madrugada e ainda assim conseguir dormir em casa (mesmo que lá cheguemos já bem depois do nascer do Sol), o que evita algumas preocupações.
Posto isto, ontem fomos ao festival Marés Vivas, que não sendo no Porto, é na vizinha Gaia.
Nada de realmente negativo tenho a apontar ao festival até porque sendo o meu único ponto de comparação o Rock in Rio (sou verdinha nestas andanças, claro está), tenho noção do quão injusto seria qualquer comentário de carácter comparativo. Mas sim, o recinto até era bastante agradável, com uma vista magnífica sobre o Douro e o Porto, e o vocalista dos Kaiser Chiefs, cabeça de cartaz deste primeiro dia, esteve absolutamente imparável.
E claro, foi bastante divertido. Perdi a conta às gargalhadas estridentes que soltei e aos disparates que disse durante a noite, embora o deva sobretudo à companhia.
Já o final da noite não foi tão agradável. Lembrámo-nos que era capaz de ser agradável ir até à estação...a pé, o que acabou por se revelar um tremendo disparate. Chegámos estafados, bem encarnadinhos e espojamo-nos nos bancos como quem esperou anos por aquele momento. Os passageiros mais sérios, pouco dados a esta roda-viva de festivais e que já se encaminhavam para os seus locais de trabalho, olhavam-nos de soslaio como que pensando "pff, palermas da província!"

Quarta-feira, Julho 15, 2009

Hora H

Há decisões que só nós podemos tomar e que, boas ou infrutíferas, acabarão por marcar definitivamente as nossas vidas. Há alguns dias que tenho tentado fugir a essa responsabilidade, abstraindo-me o mais possível da temática, mas tudo tem a sua hora, e a minha chegou.
Passemos então a explanar:
Como já mencionei várias vezes, a minha grande paixão é sem dúvida a representação, e fosse o mundo perfeito e hoje estaria no Conservatório Nacional a estudar o que realmente me preenche a alma e aquece o âmago. Decidi então enveredar por algo que até me fascina minimamente, que é o mundo de insvestigação na área da saúde, vulgo doenças, DNAs, proteínas, vacinas e coisas que tais. Ora neste momento tenho dois caminhos entre os quais optar:

Opção 1:
Continuar em Biomedicina, curso que ainda não tem profissionais no mercado de trabalho, pelo que não poderei ter a noção da sua empregabilidade (e diga-se, para ficar no desemprego, antes actriz que biomédica...); com um método de ensino com o qual não me tenho dado nada bem, e numa cidade simpática, mas demasiado pacata para o meu gosto.

Opção 2:
Optar por Medicina, curso leccionado no método normal mas para o qual não sei se tenho vocação, embora tivesse à priori emprego quase garantido, e tão pouco faço ideia se me abriria as portas que desejo na área da investigação. No entanto tal implicaria abdicar de pessoas fantásticas que conheci este ano e com as quais já partilho grandes amizades, para além de ter de me mudar para Lisboa ou Porto (não tenciono concorrer a qualquer outra cidade) que, apesar de grandes centros urbanos, não possuem a pacatez e o "aconchego" de Aveiro.

Mas o que mais me irrita é que a optar por ficar onde estou, se a media de Medicina descer cerca de 8 centésimas, acabarei por pensar tristemente que desta vez teria mesmo entrado. Em contrapartida, se optar pela candidatura, bem sei que darei por mim a lamentar a atitude.


Ilacções a tirar de tudo isto:
Que Deus ilumine os responsáveis pelo exame nacional do secundário que, se não se tivessem esforçado pela descida da média do exame de Matemática do presente ano, eu não estaria actualmente neste dilema; bem como o Ministério da Ciência e do Ensino Superior que se lembrou de abrir mais 168 vagas para Medicina.
E já agora, que faça o favor de me iluminar também a mim por ser tão calculista e socialmente tão influenciável.

Segunda-feira, Julho 13, 2009

13/07

- Fifi, tenho tantas saudades tuas...
- Oh filha, bebe que isso passa
Agora já sabes, Marianinha: as férias mudam qualquer um, até o maior dos sentimentalistas. Ou antes, talvez nem consigam mudar o maior dos alcoolicos...
Parvoíces à parte, devo dizer que após dois dias de férias já me sinto cansada. Se por um lado sabe bem ficar todo o dia sem a preocupação de ter dois ou três capítulos de Neurociências ou de Biologia Molecular para estudar, por outro a verdade é que a pacatez da minha cidade começa a aborrecer-me seriamente. Temos optimas praias, é certo, mas se não tenho disposição para passar o dia a torrar ao sol, acabo por ficar em casa, o que, com ou sem amigos à mistura, é sempre pouco agradável.
No entanto o facto de ter surgido a hipótese de mudar de casa, e passar a viver com duas das pessoas que me são mais próximas, tem-me devolvido algum entusiasmo nestes dias. Imagino que a proximidade fortalecerá ainda mais os laços que partilhamos, para além de prometer (ainda) mais loucuras e ousadia a três!
Amanhã, caso S. Pedro assim permita, render-me-ei aos encantos da estação e lá irei eu preguiçar para o areal da nossa praia predilecta.

Sexta-feira, Julho 10, 2009


Finalmente, o descanso do guerreiro...




Ahh, para quem pensa ingressar este ano no ensino superior, e principalmente em cursos que adoptem o PBL como método, deixo apenas alguns conselhos que descobri por mim própria, mas que se me tivessem sido transmitidos há um ano atrás, pouca diferença faria já que tenho a certeza que não lhes daria grande crédito.

Concluí que o essencial é ter método, tarefa que para alguém tão desorganizado quanto eu não é nada fácil. É importante delinear previamente os horários de estudo, lazer e descanso, sendo que esta última parte é bastante importante. Dormir cerca de 4/5 horas por dia, por mais que isto seja sinónimo de mais tempo para estudar ou para nos divertir-mos entre amigos, dá cabo de qualquer um mais cedo ou mais tarde.

Pensar nas provas de recurso como "tábua de salvação" também não é muito boa ideia, porque o que se verifica é que nas últimas provas já não vimos nada à frente a não ser praias exoticas ou simplesmente horas infindáveis de descanso sem fazer absolutamente nada.

Terça-feira, Julho 07, 2009




Uma das coisas de que mais falta sinto em tempo de aulas, é de poder sentar-me tranquilamente no sofá a ler um bom livro. É certo que o poderia fazer também durante o ano lectivo, mas para além de a minha singela casinha de estudante nem ter sofá (triste sina a minha), sou do tipo de pessoas que não gosta de grandes interrupções a meio de um livro, não devendo a sua leitura exceder os 3/4 dias.

Como é obvio não tenho tempo para estes meus caprichos em tempo de aulas, portanto desforro-me nos quentes meses de Verão.

De entre os vários livros que já tenho em "lista de espera" ali na prateleira, penso começar por Fazes-me Falta de Inês Pedrosa.

Este é, sem dúvida, um dos melhores livros que já li, mas como as grandes obras não foram feitas para ler apenas uma vez, e como já o li há alguns anos e provavelmente a minha interpretação da história hoje já será diferente, dedicar-lhe-ei os meus primeiros dias de férias.

Domingo, Julho 05, 2009

Sim, e então?

Após algum feedback relativamente ao post anterior, apercebi-me de que não havia ainda mencionado neste blog que sou fã de Tokio Hotel. Puro lapso, confesso...e dos grandes.
Sim, sou fã assumida da jovem banda alemã, e com orgulho, se me permitem acrescentar.
É certo que o estereótipo de fã de Tokio Hotel que persiste na mente da opinião pública, é o de uma menina de 13/14 anos de idade, eyeliner quanto baste, e uma pontinha de histeria e infantilidade à mistura, o que à partida em nada se assemelha à minha pessoa (esqueçamos a questão do eyeliner). Mas a verdade é que há muito mais para lá dessas ideias preconcebidas e falaciosas desenvolvidas em torno do fenómeno Tokio Hotel, e eu, felizmente, consegui percebê-lo. E a utilização do advérbio de modo faz todo o sentido, já que muito devo a estes quatro jovens que de tudo fizeram para seguir os seus sonhos. Há momentos, sentimentos e pessoas de que jamais poderia usufruir de outro modo e que, de tão complexos, não os conseguiria jamais reproduzir por palavras.
Quanto ao comentário "isso não é música" e suas derivações, que já me habituei a escutar, tenho por hábito perguntar em jeito de resposta se dizem o mesmo à gentinha que vê produtos de tanta qualidade quanto a série de fim de tarde de dada estação televisiva, que em nada honra a arte da representação, e mais, chega a causar repulsa aos grandes actores de que felizmente ainda dispomos.
Mas a vida é assim! Nem todos vibramos ao som de Chopin, nem todos seremos capazes de entender a genialidade de Pessoa e nem todos nos sentiremos esmagados pelo talento de Salvador Dali. A mim, coube-me em sina ser fã de Tokio Hotel.

Sábado, Julho 04, 2009

Ai ai...



Impossível não sentir já a excitação do regresso!
Olá!
Esta semana foi particularmente cansativa. Tive quatro exames, e acho mesmo que vou chumbar a dois deles. Não que fossem particularmente difíceis, mas se continuo com algumas dificuldades a química orgânia, a matéria que saiu no exame de neurociências foi precisamente aquela para a qual estava menos bem preparada. Mas não é o fim do mundo. Tenho tempo para acabar a licenciatura.
Bem, e por tudo isto não me apeteceu ir casa este fim-de-semana. Além de as viagens serem hiper cansativas, nunca páro um segundo em casa porque me divido sempre entre visitas de ocasião e jatares e almocinhos de família.
Esta tarde vou dar uma voltinha por Aveiro que, diga-se, é uma cidade bem bonita para passear, e amanhã talvez dê um saltinho até ao Porto

Quarta-feira, Junho 24, 2009

Pois é, acabei por não ir ao S. João. Estava mesmo muito cansada e optei por uma sessão de cinema em casa entre amigas. Acabou por ser igualmente divertido mas substancialmente mais calmo.
Finalmente consegui descansar minimamente, já que o meu próximo exame é só segunda-feira, e embora eu e a Química Orgânica nos odiemos mutuamente, a verdade é que tenho tudo mais ou menos controlado. E talvez por ter dormido um pouco mais que nos últimos dias, ou quem sabe também por influência do bom tempo, acordei particularmente bem disposta, o que me está a agradar bastante.
Nem o facto de ter uma possível prova de recuperação amanhã e ainda não nos terem dito quem necessita de comparecer, me parece roubar o ânimo.

Agora se me dão licença vou adiantar o estudo por hoje, para que mais logo possa ir às compras =)

Terça-feira, Junho 23, 2009

Começo a ficar cansada do estudo, Há medida que os dias passam, começo a sentir necessidade de fazer pausas com mais frequência, e dou comigo com a "cabeça na Lua" muitas mais vezes que as desejadas. É obvio que preciso de sair para espairecer.

E que pretexto melhor que o S.João?

Sim, deslocar-me ao grande Porto e tomar o pulso às festas populares é bastante tentador, e fosse esta uma altura menos atribulada e nem pensaria duas vezes, ou não fosse eu uma menina da província fascinada pelo brilho das grandes cidades, mas a verdade é que não estou com grande disposição para farras e folias. Estou realmente cansada e não sei se troco o aconchego do meu ninho pela correria por entre a multidão.


Pergunta o meu lado consciente: "Sim, então qual é o teu problema?"

O problema é que mesmo cansada continuo o mesmo bicho folião e maluco de sempre, incapaz de dizer não a uma boa noite de diversão.


Portanto é mesmo bem provável que o meu lado mais ousado leve a melhor...

Sábado, Junho 20, 2009

Ela!

Hoje foi o aniversário da minha melhor amiga e este foi o pretexto que faltava para nos escontrarmos. Não que a nossa relação já tenha tido melhores dias, mas a verdade é que não é nada fácil transpor os 70 quilómetros que separam Aveiro e Porto numa fase tão trabalhosa como esta.
Durante as (poucas) horas que estivemos juntas pouco dissemos, e das palavras que trocámos confesso que foram escassas as que guardei na minha memória.
Não precisámos de longos desabafos lamentando os desaires da vida, nem de discursos vangloriadores dos dias brilhantes que possamos ter tido nos últimos tempos, porque subitamente tudo deixou de ter importância. Esqueci os exames que tantas dores de cabeça me têm dado, ou a Biomedicina que tantas incertezas me tem apresentado. Esqueci as dores de alma, as desilusões e as mágoas que tanto me têm atormentado. Tinhamos a presença uma da outra e isso pareceu suficiente para nos sentirmos bem.
Terá alguém um dia dito que ninguém é insubstituível? Lamento, mas estava equivocado!
Portanto, sim, hoje vou dormir de coração cheio e alma revitalizada...

Quarta-feira, Junho 17, 2009

"Vai Aonde Te Leva o Coração"

"Se, esteja onde estiver, arranjar maneira de te ver, só ficarei triste, como fico sempre que vejo uma vida desperdiçada, uma vida em que o caminho do amor não conseguiu cumprir-se. Tem cuidado contigo. Sempre que, à medida que fores crescendo, tiveres vontade de converter as coisas erradas em coisas certas, lembra-te de que a primeira revolução a fazer é dentro de nós próprios, a primeira e a mais importante. Lutar por uma ideia sem se ter uma ideia de si próprio é uma das coisas mais perigosas que se pode fazer.(...)E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar"
Susanna Tamaro, Vai Aonde Te Leva o Coração
Já tinha esta transcrição algures aqui, mas necessitava de lhe dar novamente alguma atenção. Sem duvida alguma bastante inspirador!

David Fonseca

Poucos são os artistas cuja obra reflecte na perfeição as emoções e estados de alma pelos quais todos nós já passámos. Transformar fielmente a linguagem do amâgo numa sequência de letras e frases humanamente perceptíveis deverá ser das tarefas mais difíceis de concretizar. Mas nesse restrito grupo de seres iluminados integra-se indubitavelmente David Fonseca. É impossível escutar a sua música e atentar nas letras sem pensar que poderiamos ter sido nós proprios a escrevê-las em dado momento das nossas vidas.
Confesso que só o percebi há uns meses e foi sensivelmente nessa altura que descobri esta balada (o video não é o mais adequado, mas é o que apresenta melhor qualidade de som):



O segundo video que vos deixo hoje é do tema com o qual mais me identifico de momento. Assim não preciso de tentar verbalizar o que me vai na alma, até porque o David fá-lo bastante melhor que eu.


Aparte isto, começo a ter dúvidas se devo permanecer neste curso ou tentar Medicina. Apesar de ter sido a minha última opção, a verdade é que sempre achei que era realmente isto que me enxia as medidas, mas agora começo realmente a pensar se valerá a pena.
Ainda não me habituei a este método de estudo e questiono seriamente se algum dia teria capacidade de exercer a Biomedicina.
E porque esta é uma decisão que só eu posso tomar, no final da época de exames tranco-me no interior dos meus proprios pensamentos e tento perceber o que será melhor para mim. Mas até lá tenho ainda muito com que me preocupar.

Terça-feira, Junho 16, 2009







Alguém me devolve a Lucidez, por favor?






Domingo, Junho 14, 2009

Junho

Junho. Tanto me faz lembrar o mês de Junho. O fim das aulas, a azáfama de estudo, o nervosismo dos exames, a ansiedade pelo dia em que procuramos pelo nosso nome numa pauta, afixada numa qualquer parede pela qual tantas vezes passámos sem dar importância mas que naquele dia ditará o nosso destino. E ela. Sempre ela, a menina do olhar doce e sorriso tímido.A que se distingue de entre as demais. A que está sempre lá para me enxugar as lágrimas ou elogiar o sorriso. A que toma por suas as minhas dores, como se não fosse mais que o prolongamento da minha alma residindo noutro corpo.
Em Junho houve sempre a preocupação de a surpreender, de lhe abrir a alma e o coração e confessar o quão dependente sou da sua existência. Sim, eu. A que das duas sempre foi a mais inconsciente e extravagante.
Mas ano após ano, tudo é mais do mesmo. Palavras escritas, aprisionadas nas malhas de um papel, ou de uma tela, ou de qualquer outra coisa. Mas são sempre letras...nada mais que letras mortas.
O porquê nem ela o saberá. Tal como nunca saberá das lágrimas de orgulho que inundaram os meus olhos quando a vi de capa preta. E também nunca saberá das saudades que me assolam ao anoitecer por ter passado mais um dia sem ver o seu sorriso.
Não! Não saberá porque teimo em ter vergonha de me deixar tomar pelo sentimentalismo mesmo que por breves segundos. Porque teimo em responder abre só quando for embora
quando pergunta se pode ler mais uma das cartas rabiscadas que escrevo sempre que o coração se afoga no mar dos sentimentos. Porque nunca me ouviu dizer adoro-te depois de um grito histérico de Parabéns numa qualquer tarde de Junho.

Quinta-feira, Junho 11, 2009

10/06

Adoro feriados, aliás, penso que todos os adoramos. Mas sinceramente irrita-me quando os feriados são em tempo de interrupção de aulas ou quando teremos de qualquer forma de passar o dia a estudar. O feriado de hoje conseguiu englobar ambos os factores. Boa!

Melhor ainda: a minha cidade é tão evoluida, que para socializar um pouco com alguns amigos tivemos que nos deslocar à capital de distrito porque na Marinha Grande não há absolutamente nada! Não é o máximo? Pois!

Só para o caso de não ter ficado suficientemente explícito: estou num dia "não".

Quarta-feira, Junho 10, 2009

Porque hoje estou muito Reis...



Segue o teu destino

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

Ricardo Reis

Terça-feira, Junho 09, 2009

Biomédico SOF(re)!

Tenho reparado nos últimos tempos que, para além de eu não ir muito "à bola" com línguas, a verdade é que elas também não gostam muito de mim.
Ganhei a mania de coleccionar cartazes estúpidos no meu quarto aveirense, tendo sido a minha última aquisição um cartaz azul já de dimensões consideráveis, que colei à cabeceira da cama, com a frase "as línguas abrem portas" em vários idiomas (Para não parecer mal, vou omitir que o retirei às escondidas do departamento de línguas. Pois que o desgraçado teima em cair-me na tola sempre que estou a dormir profundamente. De dia torna-se chato porque, enfim, acordo mal humorada. Mas quando é à noite assusta e não é pouco!

Adiante...

Hoje estou particularmente ansiosa (ou talvez não)! Amanhã começo a estudar para o meu primeiro exame: SOF, que é como quem diz Sistemas Orgânicos e Funcionais, que não é mais que sistema nervoso com todas as suas intermitências.

Factos que devo ter em conta antes de me "fazer à estrada":

1 - O livro é sensivelmente da mesma grossura que a lista telefónica da Beira Baixa e Estremadura;
2 - O livro está em inglês, língua que enfim...continua a dar-me algumas dores de cabeça;
3 - A Catarina fez o exame 6 vezes e continua com nota negativa;
4 - Sou um bicho preguiçoso, capaz de me entreter inclusivamente com a Fátima ou o Goucha, e às vezes ambos em simultâneo , se isso for um pretexto para desviar a atenção do estudo;
5 - Vou cansar-me antes do almoço...(isto se acordar por volta das 10h)

Segunda-feira, Junho 08, 2009

Há feridas que custam a sarar. Que teimam em latejar mais e mais de cada vez que nos esforçamos por nos abstrair delas...e há dias assim, em que o coração sufoca a alma e ofusca a razão.
Seria mais fácil se não me refugiasse na minha bola de sabão. Se não necessitasse de fazer crer ao mundo que sou o mais feliz de todos os seres. Se conseguisse ter coragem de chorar...mas as malditas lágrimas teimam em não cair.
E o mundo parece gostar de ser cruel, os projectos que em nada mais acabam que em desejos destroçados e os sonhos tão distantes e inatingíveis quanto as extremidades do arco-íris...e as malditas lágrimas que continuam a querer enfrentar-me.
E o meu caminho parece reserva-me novas rasteiras no final de cada curva, a vida que parece não mais ter sentido, e o sentimento de vazio ao anoitecer...e as lágrimas, essas tais que não abdicam da sua teimosia.
E no final do dia, quando pareço não ter forças para nada mais que a resignação, alguém esboça um sorriso e diz "adoro-te!"...e as lágrimas rolam como se se achassem todo o dia à espera daquele momento.
E o céu volta a ser azul, raiado pelos reflexos rosa do pôr-do-sol, que tanto me fascinavam quando era criança. E o meu âmago é rejuvenescido e o orgulho reposto no lugar certo, devolvendo-me a garra para enfrentar o amanhã.

Aparte...perdi o meu telemóvel. Definitivamente sou uma besta!

Domingo, Junho 07, 2009

07/06

É incrivel como ao fim de 18 anos ainda sou capaz de me surpreender com a celeridade com que os anos passam.
Parece que ainda foi ontem que terminei as aulas do 12º e me preparava ansiosa e nervosamente para os exames nacionais. Bem sabia que não podia falhar, porque se o anseio pela medicina assim o obrigava, a verdade é que tinha também algo a provar a muita gente.

E agora cá estou eu...a estudar, sim, mas para os exames da universidade sem nenhum receio a não ser conseguir "arrumar" tudinho já à primeira (algo que o meu livro de neurociências já me disse ser bastante difícil).
De qualquer forma, acho que sinto alguma nostalgia daqueles dias agitados e da ansiedade que tantas noites mal dormidas me trouxe.
Sou um bicho estranho, não sou? Pois sou!

Seja como for, quero é férias, ou mini férias, ou pseudo-ferias ou algo que possa incluir o substantivo "ferias"...e praia também, já agora.
Agora se me dão licença, vou ali num instante pensar no quão crescidinha sou por ter exercido hoje pela primeira vez parte do meu dever cívico =P

Porque serei eu tão otária?

Imaginemos que era transmitido um filme na TV em que o Jared Leto, vocalista dos 30 Seconds to Mars,era um dos actores principais, e de cada vez que que o rapaz aparecia no ecrã, eu me amaldiçoava por não lhe ter ligado minimamente quando, em plena after party dos EMA 2008, este passou mesmo junto a mim para se ir juntar aos Tokio Hotel na mesa de bar. Tudo porque naquele momento estava embasbacada, demasiado embrenhada em admirar a simples existência da banda alemã.
Fixe, não é? Felizmente era só um exercício puramente imaginativo!

Mais do mesmo...

Definitivamente a minha vida começa a tornar-se num caos (ou pelo menos num ainda maior). Já aqui tinha manifestado o meu lamento por optar diariamente por abdicar dos meus sonhos, independentemente do sofrimento que isso me cause. E pensava realmente que havia chegado à fase em que já vivia bem com isso. Exacto...pensava, porque a verdade é que nos últimos dias comecei a aperceber-me que essa é ainda uma dor que lateja e me faz odiar-me mais e mais a cada dia que passa.

Hoje, a meio do meu habitual zapping pelos canais televisivos, fiquei paralisada numa entrevista a uma conceituada actriz da nossa praça que exalava felicidade por todos os póros e ia dizendo algo tão sugestivo como "sempre foi este o meu sonho", "sou feliz porque faço aquilo com que sempre sonhei" ou ainda "devemos sempre correr atrás dos nossos sonhos". E não me conhecesse eu tão bem, só isto será "coisinha" para me manter (ainda) mais deprimida por mais uns 5 dias.

Diria que por momentos cheguei a sentir inveja se esse não fosse um sentimento que abomino profundamente, mas fui tomada pelo pensamento "bolas, eu era tão feliz se tivesse feito o mesmo!".
Claro que a ideia de que ainda não é tarde e que posso fazer o que bem entender depois de terminar a licenciatura me assaltou de imediato, porque a verdade é que são esses os argumentos que uso a meu favor sempre que alguém me aponta o dedo por não ter tido coragem de seguir os meus sonhos. Mas quem quero eu enganar? Por mais crua que seja, é essa a realidade:desisti, e apesar de nada estar perdido, a verdade é que não sei se Deus me dotou da determinação que necessito para o remediar.

Sexta-feira, Junho 05, 2009

"Segue sempre os teus sonhos"

Esta semana tem sido particularmente penosa. Nada tem corrido com espero e o desalento relativamente a tudo o que faço começa a apoderar-se do meu âmago.
Assim, e já que considero que tal é reflexo do meu estado de espírito, hoje acordei com uma vontade enorme de seguir todos os meus sonhos. Tal não seria digno de registo se não fosse um acto tão raro. É-me bastante difícil dar um passo em frente sem previamente ponderar todos os riscos que isso acarreta e concluir que caminho sobre terra firme. O mesmo se verifica relativamente aos meus sonhos e ambições. Simplesmente não consigo largar tudo e seguir em frente, pois sei que os riscos que corro são demasiado penosos. Sim, sou cobarde, e só eu sei o quanto isso me custa.
Mas hoje foi diferente. O facto de me sentir desmotivada fez-me ponderar a hipótese de abdicar de todos os caminhos que me dão certezas, e finalmente arriscar! E por momentos acreditei realmente que o iria conseguir. Mas não. Ninguém muda num estalar de dedos nem eu jamais teria coragem para tal. Assim, resignei-me como sempre faço, e prossegui com as minhas rotinas diárias procurando não pensar mais no assunto.
No entanto ao jantar, naquele que seria um dos últimos convívios de curso para muitos dos meus colegas que almejam ainda rumar em direcção a outros voos, tomei as mão da Rita e disse : "segue sempre os teus sonhos".
Nos nossos rostos rolaram pequenas lágrimas discretas: as dela de comoção, por ter consciência do significado das minhas palavras; as minhas de tristeza, por eu própria não ter coragem de cumprir o que lhe estava a pedir, tendo a perfeita noção de que tal comprometerá inevitavelmente a minha felicidade.

Sábado, Maio 23, 2009

Há 20 dias que não actualizo o blog...que desleixada!
A verdade é que não tenho tido tempo para quase nada nas últimas semanas. Quando não tenho monografias para fazer ou apresentar, tenho sessões tutoriais para preparar ou a minha bíblia de neurociências para ler. E o pior é que tudo isto é só o início.
Já tinha referido que dei um saltinho ao Porto para ver Xutos na queima? Pois é! Numa quinta-feira ao fim do dia deu-me para apanhar o comboio e lá fui eu rumo a S. Bento.
Devo confessar que esta visita, por incrivel que pareça (inclusivé para mim própria), fez-me começar a ver Aveiro com outros olhos. Foi inevitável sentir algum receio de assaltos e todas essas coisas de que ouvimos falar e fiquei bastante aliviada quando regressei a Aveiro.
Quanto à queima (que isto sim é o que interessa), obviamente que em nada se compara com o Enterro aveirense: é 10 vezes maior e 20 vezes mais frequentada, com todas as suas vantagens e incovenientes. Apesar de ser muito mais divertido, torna-se muito mais difícil ver os concertos. Ainda bem que optei por ver Rui Veloso no Enterro.
Mas claro...deu para matar saudades daquela semana de folia, o que só por si foi bastante bom!
Comparando ambos os cartezes, também é notória a supremacia da invicta, mas enfim...os cofres da nossa associação académica já devem tido melhores dias!

Domingo, Maio 03, 2009

A ver se não me esqueço...

"Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso"

Bernardo Soares

Sábado, Maio 02, 2009

Regresso ao pesadelo...

Nem acredito que já terminou a semaninha de folia e que segunda-feira já terei de voltar à minha rotina diária: trabalhos com fartura, pesquisas até doer a cabeça e estudar os meandros do sistema nervoso até à exaustão. Acho que já esqueci como se faz!

Terça-feira, Abril 28, 2009

Mais uma semana...

Se me perguntassem como me descreveria em apenas 3 ou 4 adjectivos, talvez o primeiro que diria fosse "orgulhosa", e sinceramente não sei se considere este factor uma virtude ou um defeito.
Esta semana tenho tido pouco tempo para ligar o computador: tive imenso trabalho durante a semana e na passada sexta-feira teve início a semana académica de Aveiro. Portanto já imaginam como têm sido os meus dias...festa até o sol nascer, acordar tarde e más horas, e desde hoje passo também a ter a tarde reservada para a construção de um carro representativo do curso no desfile da Universidade já na quinta-feira. E sim, este último ponto tem, de facto, deixado os meus nervos "em franja".
Por um lado gostava mesmo que o nosso carro fosse dos melhores, já que o meu curso é bastante recente e ainda nos falta marcar posição na universidade, mas por outro tenho a perfeita noção de que não o vamos conseguir, já que o que se pretende fazer me parece muito pouco ambicioso. Para completar o ramalhete, descobri hoje também facetas de algumas pessoas que nem sonhava existirem.
Em primeiro lugar, odeio pessoas hipócritas e cobardes, que só se domonstram capazes de expressar as suas convicções de forma impessoal. Menos piada acho, portanto, quando se servem de mim para demostrar supremacia ou autoridade junto dos demais.
E é nestas alturas que o meu orgulho me impele a agir, seja de que forma for, o que, compreensivelmente já me trouxe muitos dissabores. Se por um lado sinto que deveria repor a ordem dos factos e defender a minha posição, a verdade é que a possibilidade de ser mal interpretada é imensa, e sinceramente não sei até que ponto vale a pena correr esse risco.
Para terminar a semana em cheio, ainda fui bastante rude com um dos meus melhores amigos, precisamente devido ao meu orgulho. Lindo!
Ainda acalento a esperança de que a falta de uma noite mal dormida há já alguns dias me esteja a fazer dar demasiada importância a tudo isto, mas enfim...

Já a semana académica tem sido incrível. Se no início o cartaz me deixou desanimada, estes últimos 4 dias deram-me realmente um novo fôlego para enfrentar o final do semestre. Mas custa tanto pensar que para a semana volta tudo ao mesmo...
De qualquer forma, o melhor ainda está para vir: na quarta-feira contaremos com a presença de Rui Veloso, um dos meu artistas favoritos, e na quinta poderei finalmente sair à rua trajada, pelo que neste momento ansiedade é a palavra de ordem!

Sábado, Abril 18, 2009

Mestrado

Bom dia!!! Como foi essa Páscoa?
Já faz imenso tempo que não escrevo, mas a verdade é que tenho tido problemas com a minha net portátil que parece ter decidido não desistir até dar comigo em doida. E ao que parece está a conseguir.
Estes dias têm sido banalíssimo com muito estudo e ansiedade à mistura. Ainda assim, fiz uma pausa para fazer algo a que ainda não tinha dedicado tempo algum: fiz uma pesquisa sobre os mestrados em que poderei ingressar.
Parece estúpido, visto que ainda estou no primeiro ano da licenciatura, mas gosto de ter as coisas todas programadas para poder ter um objectivo no horizonte.
Curiosamente, encontrei um mestrado em medicina e oncologia molecular que me agradou bastante, e tem ainda a vantagem de ser leccionado no Porto. E eu pensei :” Ahh, finalmente vou chegar à civilização!”.
Aveiro é uma cidade belíssima, é um facto, e nestes meses que aqui estou aprendi a fascinar-me pela ria e pelas magnificas paisagens que ela proporciona (pelos ovos moles não, que felizmente tenho-me portado bem). Mas quem cresceu numa cidade pacata como a Marinha Grande em que nunca acontece nada de extraordinário, sonha com o movimento, a confusão e até mesmo com o trânsito e as buzinas de uma grande cidade. Acordar com o chilrear dos pássaros aos primeiros raios de sol da manhã é simpático, mas ao fim de 18 anos acaba por cansar.
Até lá, terei de me contentar com as visitas mensais ao Porto para visitar a minha melhor amiga, já que aos fins-de-semana ambas temos trabalho até aos dentes.
Ela lá me vai recebendo, e verdade seja dita, aturar-me não é nada fácil. Adopto uma expressão de fascínio desde que, ainda no comboio, avisto o Douro, e que só abandono já no regresso quando sinto o cheiro a Cacia. Boquiaberta, encho-a de mil e uma perguntas estúpidas, qual criança na idade dos “porquês”, a que ela lá vai respondendo com simpatia e compreensão.

Domingo, Abril 12, 2009

EMAs

Olá, olá!
Como vão essas vidas, agora que o bom tempo parece mesmo ter tirado uma férias?
Bem, hoje não tenho muito a acrescentar, a não ser o facto de já ser oficial que os MTV Europe Music Awards de 2009 se realizarão na capital alemã para assinalar o 20º aniversário da queda do muro de Berlim, e que, possivelmente, contarão com uma actuação dos Tokio Hotel, ou não fossem eles "prata da casa".
Tudo isto me veio trazer imensa nostalgia dos 10 dias magnificos que passei em Inglaterra, e de todo aquele ambiente que lá vivi, mas sobretudo um desejo enorme de poder repetir cada minuto daquela fantástica experiência, e estar presente nos EMA em Berlim.

Ah e claro, para piorar o meu estado de espirito, vejam só o que encontrei por acaso no youtube:



Esta reportagem foi realizada à chegada a Liverpool, no culminar de uma caminhada de 400km, a apenas algumas horas dos Europe Music Award de 2008.
Ai, e esta saudade que não mata mas mói...

Sábado, Abril 11, 2009

Que Deus me dê paciência!

Bom dia!
As férias da Páscoa estão quase no fim, e apesar de os exames mais complexos se aproximarem, há uma preocupação em particular que teima em não sair-me da cabeça: uma nova disciplina denominada Sistemas e Informação.
A disciplina propriamente dita parece não ser difícil, pelo menos se o termo de comparação for, por exemplo, Química Orgânica. O que me preocupa é mesmo o conceito e a finalidade de tudo isto.
Só para terem uma ideia, pretende-se introduzir nas políticas de saúde o conceito de care manager, que será mais ou menos o equivalente a um gestor de conta no mundo da economia. Mais: é suposto a tecnologia na área da saúde desenvolver-se a ritmo tal, que a curto prazo seja possível verificar-se o seguinte cenário no hospital mais próximo das nossas residências:




E sim, é suposto isto vir a verificar-se em Portugal, um país em que as listas de espera para cirurgias são intermináveis e em que se fecham Centros de Saúde dia sim - dia não para diminuir os gastos.
Isto é algo tão ridículo como assegurarem-nos de que o Pai Natal de facto existe, e pior, mandarem-nos desenvolver estratégias de aumento da eficiência do trenó. Só para prevenir, este ano escrevo-lhe uma cartinha com todos os meu desejos. Nunca fiando...

Quinta-feira, Abril 09, 2009

Há já algumas semanas este tema assaltou as rádios portuguesas, e desde então é quase presença assídua em quase todas as minhas viagens de automóvel.
Chama-se Lucky e resulta de um dueto entre Jason Mraz e Colbie Caillat.
Aqui fica a letra:

Lucky

Do you hear me, I'm talking to you
Across the water across the deep blue ocean
Under the open sky oh my, baby I'm trying

Boy I hear you in my dreams
I feel you whisper across the sea
I keep you with me in my heart
You make it easier when life gets hard

Lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again

They don't know how long it takes
Waiting for a love like this
Every time we say goodbye
I wish we had one more kiss
I wait for you I promise you, I will

Lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
Lucky we're in love in every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home someday

And so I'm sailing through the sea
To an island where we'll meet
You'll hear the music, feel the air
I put a flower in your hair

And though the breeze is through trees
Move so pretty you're all I see
As the world keep spinning round
You hold me right here right now

Lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
Lucky we're in love in every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home someday

É fabulosa, não é? E mais não digo! =)

Sábado, Abril 04, 2009

Visto que perdi o meu BI, fui "obrigada" a aderir à moda do Cartão de Cidadão, e como tal dirigi-me ao registo Civil de Aveiro para proceder à sua validação.
Após uma longa caminhada até ao meu destino (sim, porque a Biomedicina não deixa tempo nem para as aulas de código)percebi que se me tivesse atrasado mais 10 minutos teria batido com "o nariz na porta", isto porque esta repartição pública encerra...às 16h. Pensando bem faz todo o sentido, até porque qualquer cidadão comum já terminou o horário laboral às 16h, não havendo à partida qualquer incomodo adicional se necessitar de se deslocar ao registo civil.
Se tal facto já me havia deixado incomodada, a verdade é que fiquei escandalizada com a atitude de duas das funcionárias que, após uma tentativa falhada de acentir ao pedido de um qualquer documento por um cidadão estrangeiro, chegaram a tecer alguns comentários de cariz racista e xenofobo, não se demontrando minimamente incomodadas com a presença de vários utentes.
Já o Cartão de Cidadão, destinado a facilitar a vida aos portugueses, parece ter ainda algumas arestas a limar. Ao que parece, quando nas próximas eleições me dirigir às urnas de voto acompanhada do meu novo amiguinho, ser-me-a exigida uma folhita na qual consta o meu número de eleitor. E isto porquê? Porque, ao que parece,a Junta de Freguesia da minha área de residência ainda não possui as máquinas necessárias à leitura do CC, que custam, repare, a módica quantia de €18.
Enfim, a administração pública no seu melhor!

Terça-feira, Fevereiro 24, 2009

"Nada mais tens certo que a morte!" Quantas vezes já ouvi esta frase sem nunca pensar realmente na profundidade de cada palavra?



Apesar de entender o seu sentido, pouco mais era que "letra morta", essencialmente porque para mim nada significava. Jamais havia perdido alguém. Jamais me havia confrontado com a morte de frente...com o caracter efémero da vida.

Hoje já nada é igual. Nem o mar, nem o sol, nem as tardes soalheiras que reservavamos para confraternizar, para sorrir, para brincar, para dar sentido ao substantivo "família". Em tudo isso mora agora a nostalgia que me consome mais do que algumas vez julguei possível

Não deixa no entanto de ser curioso o modo como, num mero segundo, a realidade que sempre conhecemos irreversivelmente se transforma, dando lugar a um novo mundo de emoções com o qual temos de aprender a viver.

O catolicismo, ao qual ainda faço questão de dedicar parte do meu tempo, ensinou-me a crer que a morte não é um terminus mas antes um começo, e que um dia todos se reencontrarão numa outra dimensão. Mas quando fecho os olhos e volto a ouvir aquela voz pronunciando o meu nome e a ver aquele sorriso, é terrível a sensação de entender o quão longo é o caminho ainda a percorrer até que tal se cumpra.

Domingo, Fevereiro 22, 2009

Come up to meet you, Tell you I'm sorry
You don't know how lovely you are
I had to find you, Tell you I need you
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, And ask me your questions
Oh let's go back to the start

Running in circles, coming tails
Heads on a silence apart

Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start

I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart
Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart
And tell me you love me, come back and hold me
Oh and I rush to the start

Running in circles, Chasing tails
Coming back as we are

Nobody said it was easy
Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start

Coldplay

Sexta-feira, Janeiro 23, 2009

Forever a Fanwalker!




Hoje, entre uma garfada e outra do que se adivinhava ser mais um dos meus jantares soturnos e desinteressantes, pautados por pensamentos enfadonhos e estranhamente persistentes, recordei-me de algo de que há muito não tinha tempo de tomar conta da minha mente.
Lembrei-me de um dos nossos muitos disparates em terras britânicas e ri. Ri como rira em Londres. Ri até me doer a barriga, até deixar de sentir os musculos da face. Ri sem medo que os vizinhos me achassem louca ou que os que me rodeavam duvidassem da minha integridade mental. E quando tudo parecia ter voltado à normalidade, voltei a lembrar-me.
Lembrei-me da Filipa e os seus 18, quase 20 anos. Lembrei-me da Marta cujos chacras já tinham conhecido melhores dias. Lembrei-me da Dri que fazia questão de nos relembrar a cada minuto que odiava a sua vida de desgraçada. Lembrei-me do "Komekié" da Vera, o nosso primeiro contacto matutino com o velho Portugal dos pequeninos a quilómetros de distância. Lembrei-me do Filipe e a sua triunfal saída por uma porta de emergência, estratégicamente colocada no quarto de uma pousada que em tudo lembrava um hospital de 5ª. Lembrei-me do pussy, do turco, do Party Bus, das festas nos quartos de hotel, dos Club Feet entoando o nosso hino, enquanto saltavamos e cantavamos abraçados.
E por momentos estava lá de novo, entre uma centena de jovens europeus saudavelmente loucos, com 7 kg de roupa sobre o corpo, com lama até aos tornozelos e a comer um muffin que uma qualquer alemã havia distribuido no início da caminhada.


Poderia viver 50, 70, 90...talvez até 200 anos, se tal fosse humanamente possível, mas jamais iria esquecer os dez dias em que caminhei de Londres a Liverpool, nessa grande aventura denominada Fanwalk.




Sábado, Outubro 25, 2008

Fanwalk




Há mais de um mês que não actualizo este meu espaço cibernético, e já tanto aconteceu na minha vida. Se por um lado tive de deixar o meu lar para trás e encarar outra realidade, por outro conheci imensas pessoas fantásticas com as quais vou partilhar os próximos anos da minha vida.


No meu penúltimo post, falava da iniciativa "Fanwalk" da MTV, Sony Ericson e Optimus Tag e apelava ao voto de todos os leitores que assim o entendessem. Pois bem, devo de agradecer a todos os que em mim votaram (que, diga-se, devem ter sido apenas a minha mãe e o meu gato: um motivado pelo orgulho maternal e outro por pura chantagem emocional), pois consegui ser um dos 100 jovens europeus suficientemente loucos para embarcarem numa peregrinação de 400km em solo britânico.

Juntamente comigo, irão mais seis jovens portugueses com quem já tive oportunidade de privar, e que certamente contribuirão para que a minha viagem seja inesquecível, já que todos eles são bastante simpáticos e adoráveis.

No entanto, e como em tudo na vida há vencedores e vencidos, infelizmente nem todos os que ansiavam embarcar connosco tiveram a nossa sorte, pelo que a melhor homenagem que lhes poderemos fazer é divertirmo-nos muito e aproveitar ao máximo esta oportunidade única que nos foi concedida. No que a mim diz respeito... farei tudo para o cumprir ;)

Domingo, Setembro 14, 2008

Game Over!

Há dias que mudam uma vida, que a marcam inabalavelmente para a eternidade. Dias após os quais não mais seremos os mesmos.
Aquele seria mais um solarengo dia do mês de Setembro, se os nossos destinos não se tivessem cruzado. E por isso, por te ter conhecido, sei hoje que esse dia marcou a minha existência.
Mostraste-me o lado mais negro da espécie humana, fizeste-me experimentar os sentimentos mais tenebrosos, os quais sequer sonhei existirem, e quase me levaste à loucura em nome de uma obcessão que alimentavas incessantemente. Cresceu em mim um sentimento de revolta e repúdio, e nada mais enchergava que a minha vitória ante ti. A frívola sede de vingança alimentava cada um dos meus dias, guiava cada um dos meus passos...
Pensava que a única forma de ganhar esta guerra seria conquistar o troféu que te moveu nesta emboscada. Pois, sim, era de uma guerra que se tratava e que, não tendo sido por mim iniciada, fazia questão de vencer.
Hoje, porém, no dia em que se adivinhava um ajuste de contas, deixei-o fugir...por uma décima. Curiosamente, senti-me renascer das trevas em que me aprisionaste, e fiquei feliz por não o ter conseguido. Afinal, tal implicaria sacrificar toda uma vida em prol de ti, e de uma vingança mesquinha, que há muito já havia conseguido. E, acreditando que nada acontece por mero acaso, não encontro razões para lamentar. Pelo contrário, sinto que este sim é o meu caminho.
Em dois anos, muitas foram as vozes que sabiamente me aconselharam a recorrer ao desprezo sempre que a tua figura me assaltava a mente. Porém, só hoje o consigo! Recuperei a serenidade e tranquilidade há muito perdidas.
Ganhei! De ti já nada mais ficou que meros despojos de uma guerra vencida...GAME OVER!

Sábado, Agosto 30, 2008

Can you vote, please?

Desta vez quebro as regras do meu blog para um breve momento de campanha eleitoral =P
No próximo dia 6 de Novembro, à semelhança dos anos anteriores, realizar-se-ão os Europe Music Awards, que desta vez terão lugar em Liverpool.
Muito ao seu estilo, a MTV não abdica da sua irreverência, promovendo a iniciativa FanWalk, no âmbito da qual 100 jovens europeus terão de percorrer os 400km que distanciam Londres de Liverpool...a pé! De entre os vários prémios tentadores destacam-se a presença nos MTV EMAs, bem como na Aftershow party. Não é o sonho de qualquer amante de música?

Quarta-feira, Agosto 27, 2008

Odeio-me

Acordei no momento em que Sol se preparava para atingir o ponto mais alto da sua rota. Pisei o chão frio do quarto como fizera tantas outras vezes. Um pé após o outro, é este o meu primeiro contacto matutino com o mundo, repetido quotidianamente ao longo de quase 18 anos. No entanto, hoje foi diferente. Os pés eram diferentes, a pele era diferente, eu era diferente. Não! Talvez eu fosse a mesma e apenas tivesse mudado a concepção que tinha de mim própria.Durante todo o meu processo de socialização, à medida que abandonava a infância e tentava seguir os meus próprios ideais, esforcei-me por afastar do meu caminho todos os seres que sobrevalorizavam conceitos fúteis e esquadrinhadores. Odiei-os, contrariei-os e lutei por fazer ouvir a minha crença. Ontem, porém, deparei-me da forma mais crúa com a terrivél realidade: sou mais um desses seres! Os ideais e valores morais que sempre defendi não se acham verdadeiramente enraizados no meu âmago.Seria mais fácil se tivesse igualmente virado as costas à coerência e nem a lógica filosófica me impedisse de incorrer numa qualquer falácia cujas premissas me conduzissem a uma outra conclusão que não um cruel "odeio-me". Odeio-me por ser como outros contra quem tanto lutei. Odeio-me por me ter perdido de mim própria. Pior, talvez me odeie por nunca me ter sabido encontrar...

Sábado, Agosto 16, 2008

"Não o sei e sei-o bem"

21 de Maio de 2008Acordei com os primeiros raios de sol da manhã. Aquele seria um dia especial, não porque teria a minha derradeira visita de estudo, tão pouco porque visitaria mais uma vez a capital, como tanto adoro, mas porque iria ao teatro. Libertei-me do emaranhado de lençóis e pulei da cama o mais rápido que pude. É incrivelmente lamentável que tenha sido necessário chegar ao último ano do secundário para poder ver uma peça de teatro integrada nas actividades previstas de uma visita de estudo. Quantas vezes nos levaram ao Zoo? Perdi-lhes a conta! Que bela política a nossa: ensinamos as criancinhas a gostar de assistir ao autoritarismo do Homem face á Natureza, e esquecemo-nos de lhes revelar a beleza da expressão por meio da arte. No fundo, em ambos os casos se trata de escravidão.No primeiro caso enjaulamos animais, enquanto que no segundo amordaçamos as emoções. Pobre país este, condenado à estagnação.Cheguei finalmente à "Barraca", espaço onde iria assistir a "Felizmente Há Luar!" de Sttau Monteiro, com interpretação de Maria do Céu Guerra.Entrei no amplo auditório e refugiei-me no conforto de uma cadeira com vista estratégica sobre o palco. Limpei cuidadosamente os óculos e repirei fundo. Tudo estava agora perfeito. Só teria que aguardar que se fizesse magia em palco.O espectáculo teve finalmente início, e toda a minha concentração se depositava nos actores que pisavam as tábuas. Bebia cada expressão e cada movimento, frangia o sobrolho a cada gesto de excelência e recriminava o mais surdo sussuro de qualquer outra proveniência que não o palco, qual criança de seis anos que, maravilhada e boquiaberta, admira o melhor dos truques de ilusionismo de Coperfiel.No segundo acto, após um mero sorriso de Maria do Céu Guerra, experimentei uma sensação absolutamente avassaladora, semelhante à que sentimos em pleno lupin de uma montanha russa, que como que me agitou freneticamente, para de seguida me deixar desamparada no vazio. De súbito, senti algo fresco e molhado rolar lentamente pelo meu rosto. Era uma lágrima. Sim. Uma lágrima como tantas outras, porém incomparável. Em meu redor, os espectadores mexiam-se desconfortavelmente nas cadeiras, entre um bocejo escondido e uma breve consulta do relógio de pulso. E eu ali, no meu mundo, comovida por um simples sorriso.Não foi a peça que me tocou, embora esta seja de teor trágico, mas sim o sorriso. Porque para lá daquele gesto, vi o talento, a alma, a essência, o amor à arte...vi o teatro! A paixão que me sustenta neste pequeno mundo chamado sonho.Nessa noite, no refúgio do silêncio nocturno, sentei-me à varanda, fitando as estrelas e sentindo a brisa fresca percorrer cada centímetro do meu corpo. Mergulhei no recanto mais profundo do meu âmago, e tentei em vão buscar uma razão plausível capaz de explicar aquela lágrima.Porquê? Porquê esta paixão imensa que me corrói um pouco mais a cada segundo? Porque fui eu experimentar a felicidade com um simples sorriso? A resposta já Fernando Pessoa a havia encontrado nos geniais anos em que pisou esta realidade:"Não o sei e sei-o bem".

Segunda-feira, Agosto 11, 2008

Porque me levaram a liberdade?

Todos nascemos "naturais", despojados de crenças, preconceitos e normas esquadrinhadoras do pensamento e da razão. Por uma breve fracção de segundo experimentamos a liberdade que sofregamente buscaremos o resto das nossa existências, ignorando que jamais a voltaremos a possuir. Depois, após o terminus desse momento fugaz, "vestem-nos o fato", como tão sabiamente diria Fernando Pessoa. Inicia-se o complexo processo de socialização, através do qual assimilamos ideias, conceitos, juízos, regras morais e todo um sem numero de elementos que jamais nos abandonarão. É nos roubada a identidade. Por mais curiosa e dolorosa, a verdade é que jamais voltares a ser nós próprios com a autenticidade de quando inspirámos fundo pela primeira vez.Infelizmente, sinto que tomei conhecido da dura realidade precocemente. Cedo a sociedade me amordaçou e mutilou, cortando as asas que me permitiriam voar. Iludiu-me, esmagou-me, ludibriou-me e acabou por tomar-me pelo cansaço. Fez-me abandonar os sonhos e ambições que me agarravam à vida e levou no vento a coragem e a ousadia que me impulsionariam para novos reinos de além. Hoje, sou um mero ser aprisionado nas inseguranças e receios, pensando a cada minuto como seria se ainda fosse livre. Se possuisse ainda a minha liberdade. Se me tivessem deixado ser eu própria...se num lago fosse mais que um ténue reflexo do que outrora sonhei ser!

Quarta-feira, Julho 16, 2008

Mundo ao Contrário

Nunca ninguém disse que viver é fácil. Nunca ninguém disse que o mundo é suficientemente belo ao ponto de não permitir crueldade e falsos moralismos. Mas também nunca ninguém disse que teríamos de nos confrontar com a crua realidade na adolescência, na idade de todos os sonhos, na idade em que os contos de fadas ainda existemTodos os amantes dos livros aos quadradinhos que já se deixaram encantar pela magia de Astérix e Obélix, saberão certamente que estes fortes gauleses apenas temiam que o céu lhes caísse em cima das cabeças. E foi isso que me aconteceu há um ano atrás. O céu desabou sobre a minha cabeça, e o meu pequeno mundo feliz ruíu. Numa fracção de segundos, tudo deixou de fazer sentido. Emergi numa torrente alucinante de maldade e falsidade, de inveja e maldicência, contra a qual a minha ínfima existência nada podia. Senti-me desolada, revoltada, injustiçada...perdida! E de cada vez que pensava que nada pior me poderia acontecer, eis que tudo se adensava, tornando-se ainda mais terrível e tenebroso. O desespero roubou-me a lucidez e cheguei mesmo a adoptar a minha defesa de infância, procurando refúgio no local onde me protegia quando o medo dos homens maus me assaltava. Porque afinal era disso que se tratava - de homens maus. Homens sem escrúpulos que não olham a meios para atingir os seus fins, que não aceitam o sucesso de algum seu semelhante.Sobrevivi, agarrando-me à sede de vingança e à esperança na justiça divina. Porém, não mais serei o mesmo ser que fui outrora, já que, como disse Freud, dos conflitos ficam os ensinamentos e hoje sou, sem dúvida alguma, um ser humano mais forte e sobretudo menos ingénuo. À medida que vou recuperando a minha serenidade e a tranquilidade me é devolvida, tenho o discernimento necessário para reconhecer a importância do que me aconteceu. Descobri novas emoções, amigos que se achavam na penumbra e fortaleci laços. Mas mais importante ainda: descobri-me. Descobri a força que julgava não possuir e a coragem que jamais sonhei ter.Hoje, quando olho em meu redor, vejo que estou a ser recompensada por todo o sofrimento e que a justiça divina (tal como a dos homens, diga-se) tarda mas jamais falha!

Terça-feira, Março 27, 2007

"Se, esteja onde estiver, arranjar maneira de te ver, só ficarei triste, como fico sempre que vejo uma vida desperdiçada, uma vida em que o caminho do amor não conseguiu. Tem cuidado contigo. Sempre que, à medida que fores crescendo, tiveres vontade de converter as coisas erradas em coisas certas, lembra-te de que a primeira revolução a fazer é dentro de nós próprios, a primeira e a mais importante. Lutar por uma ideia sem se ter uma ideia de si próprio é uma das coisas mais perigosas que se pode fazer.(...)E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar"

Susanna Tamaro, Vai aonde te leva o coração

Terça-feira, Fevereiro 27, 2007

A Essência do Actor

A arte é talvez a mais genuina forma de expressão do ser humano, e o Teatro não é excepção. Não será necessário recuar à Grécia Antiga para reconhecer no Teatro uma via de os autores darem voz à sua indignação. Num passado recente, Gil Vicente, por exemplo, através dos seus Autos e Farsas apontava o dedo de formas mais ou menos discretas às imperfeições da sociedade da época.
Na actualidade, o Teatro tem ainda essa função de manifestação de desagrado, como é o caso do Teatro de Revista que tem indiscutivelmente na sua base a crítica da sociedade actual.
O Teatro poderá ainda ser encarado como um caminho para atingir formas superiores de liberdade, liberdade essa que nos dá o poder de rivalizar o com divino, na medidade em que o dramaturgo e o actor encontram na escrita cénica e na representação, respectivamente, o poder que só Deus possui: CRIAR.
O dramaturgo tem a possibilidade de criar novas realidades que não a sua, novos mundos imaginários nos quais se movimentam personagens com personalidades próprias e com fragilidades e virtudes como se de seres reais se tratassem. No entanto, é ao actor que cabe dar o "sopro" final que traz à vida as personagens. É o actor que as liberta da prisão do papel e lhes dá alma própria, confere-lhes a oportunidade de se indignarem e manifestarem, dando voz ao seu desconsolo. Tem o poder de tornar reais os mundos imaginários criados pelo dramaturgo.
Neste processo, o actor não se limita a emprestar o corpo à personagem como nós, leigos, tantas vezes imaginamos. Não. Um actor só é actor se tiver a capacidade de experimentar um processo de metamorfose pelo qual esquece o seu Eu e assume ele própeio a identidade da personagem, partilhando os seus medos e angústias. Deixa-se invadir por emoções que não são suas, mas que subitamente passam a ser.
É talvez aqui que reside a diferença entre o actor e o mero cidadão comum. A maioria dos seres humanos nasce e vive toda a sua existência de igual forma, condicionado por rotinas e hábitos definidos. Poderá eventualmente questionar-se a proprósito do sentido da sua vida, se é ou não feliz, mas contenta-se em viver apenas a existência que Deus lhe concedeu. O actor não! O actor é talvez um ser inconformado que se recusa a aceitar a terrível monotonia que é viver ano após ano, década atrás de década com a mesma alma.
Assim, o Teatro dá ao actor a oportunidade de vencer os seus próprios limites, e poder ser, na mesma noite, mil e uma pessoas diferentes. "O actor é essa pessoa gigante e frágil, porque se calhar tem várias almas ou nemnhuma" (Bruno Schiappa).
Sob o foco das luzes, o actor vê-se por vezes perante determinadas situações pelas quais nunca passara no seu dia-a-dia, experimentando emoções tão intensas e tão diversificadas que ele próprio desconhecia. Nesta prespectiva, o palco pode igualmente ser encarado como um local de auto-conhecimento.
Novas artes têm surgido, nomeadamente a televisão e o cine,ma. No entanto, na minha humilde opinião, o Teatro continua a ser a arte de representar mais autêntica e mais prõxima do espectador. Em televisão ou em cinema, tudo soa a falso: o actor limita-se a representar para uma câmara, para um público que sabe estar lá, mas que não vê, não reage. Pelo contrário, em palco o actor tem oportunidade de enfrentar o público, de ver as suas caras. Toma percepção das suas reacções e emoções naquele preciso momento. É este pacto de sinceridade e de transparência que se estabelece entre o actor e o espectador, que confere ao Teatro toda a magia que ele efectivamente possui.
Em suma, caso não me tenha expressado da forma mais clara possível, é esta paixão pelas luzes, pelo público e pelas tábuas do palco que dá sentido à minha vida e, me dá alento em cada acordar para enfrentar todas as agruras do dia-a-dia.

Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007

A Televisão Portuguesa




"A caixinha que mudou o mundo". É esta a expressão que já todos nos habituámos a ouvir ou a proferir relativamente a esse fenómeno mundial que é a televisão. No entanto, no que ao nosso país diz respeito, de mágico este meio de comunicação social parece já ter muito pouco.
Longe vai o tempo em que os programas infantis exibidos faziam as delícias de miúdos e graúdos, já que, possuindo um elevado cariz lúdico, constituíam um excelente apoio a pais e professores na educação das crianças. Actualmente, assustadoras personagens orientais tomam o lugar outrora ocupado por Mickey, Poupas e outras personagens amistosas, sendo frequentemente aclamadas como heróis dos mais novos.
No entanto, nem só as crianças viram os seus hábitos televisivos serem alterados. Também os habituais espaços informativos, outrora pautados por elevado rigor e transparência, incluem agora algumas notícias de fraca relevância para o cidadão comum. Os próprios pivôs já não resistem a deixar bem clara a sua posição (mesmo que implicitamente) no final de uma ou outra reportagem mais controversa, esquecendo por completo a ética jornalística.
Também dos programas de variedades exibidos semanalmente em horário nobre já só parece restar a memória, e aos concursos de cultura geral também já quase se lhes perdeu o rasto. Hoje em dia parece ser mais rentável e tentador brindar a população com horas e horas de telenovelas, com actores cada vez mais medíocres, e cujos argumentos nada devem à originalidade, intercaladas por reality shows deprimentes.
Ora, o que tem motivado estas alterações no panorama televisivo é a cada vez mais acérrima "Guerra das Audiências", aliada ao desejo da população de encontrar na televisão um meio de distracção que não exija grande esforço intelectual.
Assim, a fim de cativar mais telespectadores que a estação televisiva adversária, os canais tentam satisfazer na plenitude esta exigência, trocando a variedade e originalidade de outros tempos por uma série de inúmeros programas do mesmo género que, apesar de reunirem a maioria das preferências dos telespectadores, nem sempre se pautam pela elevada qualidade.
Ao público mais exigente resta apenas a estação pública, que parece continuar a rumar contra "ventos e marés", sujeitando-se obviamente às consequências.

Sexta-feira, Novembro 03, 2006

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"

Fazer menção às "7 maravilhas do mundo" ou atribuir o 8º posto desta lista a qualquer outro monumento ou arte já se tornou quase lugar comum no nosso quotidiano. No entanto, ao que parece estamos todos bastantes desactualizados no que a este assunto diz respeito, já que da velha lista elaborada no sec. III a.C., apenas as Pirâmides de Gize podem ainda ser vistas nos dias que correm.
Assim, e para colmatar esta grande brecha que assombrava a humanidade, uma associação suíça sem fins lucrativos designada "New7Wonders", achou por bem promover a reformulação da velha lista, nomeando 21 monumentos dos quatro cantos do mundo, nos quais o público poderá votar via telefone ou Internet.
Desta selecção fazem parte, entre outros, a Torre Eiffel, o Corcovado e o Coliseu de Roma, e no dia 7 de Julho do próximo ano o globo ficará a conhecer as suas "novas" 7 maravilhas, revelação essa que terá lugar (e é esta a parte mais interessante da notícia) em Lisboa.

Ora, após analisar ao pormenor a lista das 21 hipóteses de votação, verifiquei que não há qualquer monumento português na corrida, o que sinceramente me deixa um pouco frustrada. Embora não me possa pronunciar com a máxima neutralidade, penso que não seria de todo descabido incluir neste lote de monumentos o Mosteiro dos Jerónimos ou até mesmo a Torre de Belém. Comparativamente ao indiano Taj Mahal ou ao Coliseu de Roma talvez os nossos edifícios deixassem um pouco a desejar. Mas se tivermos em conta que estão também nomeados a Estátua da liberdade e o Corcovado, talvez possamos concluir que mais uma vez a influência política pesou na decisão.

No entanto, este não foi o ponto que mais me indignou. Por mais que tente, não consigo entender por que razão, numa altura em que o mundo é cada vez mais injusto e desigual, uma associação suiça não se preocupa em mais nada a não ser...os sete monumentos mais belos que o mundo conhece.
Será que a humanidade não tem mais nada com que se preocupar? É lamentável, mas talvez seja uma boa estratégia: enquanto visitamos a página de web desta associação e nos preocupamos em votar em consciência, mantemo-nos alheados do que realmente assombra o planeta.
Mas será que o mundo ainda possui algo de belo? Não serão a miséria, a pobreza, a fome e todos os outros problemas sociais capazes de suplantar a pequena réstia de beleza que o mundo ainda possa possuir?
Esta iniciativa é só mais uma prova do quão mesquinhos e egoístas nos estamos a tornar, quando vivemos paredes-meias com a injustiça e continuamos a "comer e calar"!

Terça-feira, Agosto 08, 2006

Perdoai-lhes Vasco da Gama, eles não sabem o que dizem...

"Não" foi a resposta que uma indiana residente no nosso país obteve do tribunal após solicitar a nacionaliodade portuguesa.
Ao que consta, qualquer cidadão com a mesma pretensão terá de comprovar a sua ligação ao país, respondendo a um autêntico interrogatório do qual fazem parte perguntas como: "Qual o nome do actual primeiro ministro português?"; "quem foi o nosso primeiro rei?"; "quem foi Camões?"; "em que ano foi descoberto o caminho marítimo para a Índia?" e "sabe o hino nacional?". Assim, somente que se revelar um verdadeiro "expert" em matéria de portugalidade e souber responder correctamente a todas a perguntas, poderá ver satisfeito o seu desejo.
Embora tenha consciência de que há muita gente em desacordo com esta situação, concordo inteiramente que se proceda deste modo, já que considero que para ser verdadeiramente português, não basta apenas que o Bilhete de Identidade o comprove. Ser português é muito mais que isso! Não deixa, no entanto, de ser lamentável que estes critérios não se apliquem a todos, já que acredito que se assim fosse, Deco não seria certamente português, mas enfim...
dizia ainda a senhora em questão que na lei portuguesa deveria fazer-se prever este "exame", ponto de vista com o qual também me vejo obrigada a concordar.
como boa televisão que se preze, a SIC, entidade que divulgou a notícia, que todos os portugueses "de gema" sabem responder às questões colocadas, e saiu à rua a fim de inquirir alguns cidadãos.
Como seria de esperar (infelizmente), as respostas dadas apresentaram-se de uma deprimência tal, capaz até de fazer D. Afonso Henriques ressuscitar e voltar a morrer de desgosto!
Se o nome de José Sócrates e Cavaco Silva a grande maioria se mostrou capaz de indicar, Camões passou a ser um rei português, assim como D. João terá sido o nosso primeiro monarca. Já Vasco da Gama nem chegou a ser referido, cedendo o seu feito a D. Afonso Henriques, Infante D. Henrique ou até (imagine-se) Egas Moniz. "E em que ano as caravelas portuguesas chegaram pela primeira vez à Índia?" os que arriscam a responder atrasam sempre a "coisa" para 1500, embora talvez seja esta a pergunta mais difícil deste reportório, e a única a que, a meu ver, a resposta "não sei" seja tolerável.
No que ao Hino Nacional diz respeito, o balanço é exactamente o mesmo: medíocre!
Fiquei mesmo muito deprimida após a visualização da reportagem, arriscaria mesmo "chocada". Sem querer parecer demasiado arrogante, posso afirmar que seria capaz de responder a todas as perguntas sem necessitar de reflectir muito. E não, não tenho a inteligência de Einstein (infelizmente) nem um mestrado em História de Portugal. Não passo de uma mera adolescente de 15 anos com pouco mais que a escolaridade obrigatória.
É muito simples! Trata-se de cultura geral meus amigos! o que me interessa a mim saber que o FCP ganhou o campeonato nacional de futebol ou que a Lili Caneças fez mais uma plástica se nem sei quem foi o primeiro rei de Portugal?
E o mais caricato é que estas pessoas ainda reclamam e subestimam o país que têm. Meus caros, tudo isto só vem provar o que defendo há já algum tempo: o país até é bom, o problema é que é um pouco mal frequentado.
Se Portugal se pudesse queixar, esse sim teria legitimidade para reclamar dos seres que lhe "saíram na rifa". Haja paciência...!

Quinta-feira, Junho 08, 2006

Amizade

Para a Diana, a Ana e a Mariana

Diz-nos a ciência e também a História que o Homem tem experimentado um processo de evolução desde a Pré-história até aos dias de hoje e é o único ser à face da Terra dotado de razão. Não é necessário ter uma licenciatura para saber isto, pois já se tornaram lugares comuns. As dúvidas que coloco hoje são:
Analisando todas as situações que atravessamos no dia-a-dia, poderemos afirmar que o Homem coloca em exercício o seu raciocínio?
Que evoluçaõ é esta que apenas se deu a nível morfológico e não ao nível intelectual?

Poderá parecer confuso e talvez ainda não tenha exprimido na exactidão o ponto a que me proponho chegar, mas a verdade é que vezes sem conta me tenho apercebido o quanto o ser humano é egoísta, insensível, calculista ao ponto de se aproximar os seus semelhantes a fim de levar a cabo uma estratégia por ele previamente delineada; é hipócrita ao ponto de manter amizades que de tal apenas possuem a designação, é invejoso ao ponto de fazer de tudo para tentar aniquilar os seu pares que naturalmente se evidenciam, fazendo da falsidade, da competição e da inveja a sua filosofia de vida.

Embora, como já referi, me tenha apercebido há muito destas imperfeições da espécie, hoje foi talvez o dia em que me senti mais lesada, indignada e me dei conta de que esta crise de valores veio para ficar, pois desengane-se quem pensa que a juventude de hoje é bem formada relativamente a este ponto.

Diz o povo que é nas alturas em que nos sentimos mais desamparados e solitários que os verdadeiros amigos se fazem notar. Assim, hoje foi também um dos dias em que me apercebi do ser sortudo que sou. É que a maioria das pessoas tem apenas uma pessoa na sua vida que mesmo sem o ser, ama como um irmão; a pessoa que o ampara nos momentos maus e é capaz de aplaudir as suas glórias, não com um sentimento de inveja e hipocrisia, mas com orgulho, aquela pessoa a quem tão sabiamente nos ensinaram a chamar "o meu melhor amigo". Felizmente (e graças a Deus) eu não tenho um, nem dois, mas TRÊS desses seres maravilhosos a habitar a minha existência.

Nos últimos dias aprendi que a amizade é uma das várias formas de amor, pelo que me sinto na legitimidade de dizer que as amo.

Mais uma vez, obrigada às três!

Segunda-feira, Abril 10, 2006

Morangos (pouco) Doces!


Desde há cerca de um ano para cá (ou até talvez mais), Portugal está rendido ao fenómeno "Morangos com Açúcar" em exibição na TVI. Miúdos e graúdos já não dispensam a companhia diária dos jovens que integram o elenco desta famigerada série, e a própria TVI parece explorar todo este interesse da forma mais inteligente:férias da Páscoa, Natal, férias de Verão, estreia de "Floribella" num canal concorrente... enfim, todos os pretextos são válidos para impingir aos telespectadores doses extra da novela de Matilde e companhia.
No entanto, nos últimos tempos tenho notado que existem ainda alguns portugueses (dos quais eu faço parte) a quem a série está longe de convencer. Acreditem que não é por falta de vontade, pois já tentei por diversas vezes assistir aos episódios, mas para bem da minha saúde mental, acabei inevitavelmente por mudar de canal.
Embora respeite todos os fãs de Morangos com Açúcar e louve os temas bastante sérios abordados na novela, considero deprimente todo o seu argumento base, o que se reflecte igualmente nos diálogos que, quanto a mim são medíocres. No entanto, confesso que o que mais me indigna nesta série é
a prestação dos "actores".
Enquanto amante da arte de representar e igualmente enquanto espectadora, considero ser de um enorme desrespeito e de uma falta de gratidão extrema para com todos os actores deste país e todos aqueles que fazem da representação a sua vida; uma televisão como a TVI que tanto se gaba se apoiar a ficção nacional, apostar em meras "carinhas larocas"que de actores apenas possuem a designação que os próprios e a comunicação social teimam em atribuir-lhes.
Por estes motivos, considero que a série "Morangos com açúcar" não é mais que uma forma (bastante eficaz) não só de deseducar o público mais velho que está habituado a "coisinhas" melhores, mas também algo um pouco mais grave: os jovens a quem hoje impingimos episódios atrás de episódios dessa deplorável novela, serão os adultos que amanhã, habituados a uma reduzida qualidade da ficção nacional e dos actores portugueses, contentar-se-ão com muito pouco, comprometendo inevitavelmente o futuro da televisão, do teatro e do cinema em Portugal!!!

Domingo, Março 05, 2006

Um dia inesquecível!!!


Onze de Março de 2005. O relógio marcava 6 horas e 30 minutos quando acordei. Estava nervosa e simultaneamente ansiosa pois sabia que o dia me reservava uma experiência única: iria representar a minha escola no programa juvenil "SMS" a ser gravado naquela manhã, e que mais tarde seria exibido pela RTP.
Quando cheguei à escola, entrei de imediato no autocarro e pouco tempo depois rumámos aos estúdios da RTP na Abrunheira, em Sintra.
A viagem correu sem qualquer percalço, e às 9 horas da manhã chegámos ao nosso destino. Havia um camarim reservado para a nossa claque, onde tinha sido instalada uma televisão pela qual os professores que nos acompanhavam assistiriam à gravação do programa em directo, visto que não era permitida a sua presença em estúdio.
Não tive muito tempo para explorar o camarim, pois pouco depois, uma senhora veio pedir às concorrentes que a acompanhassem até outra sala, onde seriam penteadas e maquilhadas.
a sala era pequena, amarela, tinha grandes espelhos ao longo das paredes e cadeirões almofadados. Duas simpáticas profissionais esperavam-nos para corrigir algumas imperfeições antes da entrada em estúdio. Foi aqui que, pela primeira vez tivémos contacto com os três concorrentes da equipa adversária, e que vi Serenella Andrade, a apresentadora do concurso.
Cerca de 20 minutos depois rumámos ao estúdio, a fim de ensaiar toda a estrutura do programa. Lembro-me de ter ficado estupefacta quando entrei naquele local, pois era exactamente como o pequeno ecrã me habituara, embora a tridimensionalidade o tornasse maior e bastante acolhedor.
Finalmente, o realizador gritou "acção" e a gravação começou. O início foi um pouco atribulado pois errámos algumas perguntas, mas felizmente conseguimos recuperar. Até mesmo a prova de discurso que me foi encarregue, e que passei horas em frente ao espelho a ensaiar, mereceu alguns elogios por parte dos jurados e da própria apresentadora.
Quando tudo terminou, regressámos para junto dos professores que nos saudaram entusiasticamente e se mostraram orgulhosos pela nossa vitória frente à equipa adversária.
Certamente que haveria muito mais para contar: o nervosismo, a ansiedade, a adrenalina de representar sozinha em frente a tanta gente, o medo de falhar, os sentimentos que me afloraram ao ouvir as palavras dos jurados, a sensação de ganhar, os professores que não conseguiam esconder a euforia, a claque a gritar pelo meu nome..... enfim, sensações que por mais que me esforce, nunca conseguirem transmitir na plenitude !!!

Quinta-feira, Fevereiro 09, 2006

Ser Português!


Para inaugurar este blog da melhor forma, achei por bem emitir a minha opinião sobre aquele que talvez seja o assunto que mais tenho debatido ultimamente: o orgulho de ser português!
Quem me conhece sabe que um dos meus maiores orgulhos é o de ter tido a dádiva de nascer neste país. Não, não sou maluca, muito menos militante do partido Nacionalista, mas desde que comecei a tomar consciência de todos os nossos feitos ao longo da história, comecei a sentir um enorme orgulho do sangue lusitano que me corre nas veias. É portanto com grande tristeza que quase todos os dias verifico que grande parte dos portugueses não partilha do meu sentimento, principalmente os jovens que continuam a achar que ter nascido nos estados Unidos ou no Reino Unido seria certamente mais chique e mais prestigiante.Mas seria mesmo?Já pararam para pensar do que seria do mundo se não tivéssemos descoberto o Brasil? Se não tivéssemos mostrado à Europa como chegar à Índia? Ou melhor ainda: como seria a sociedade se um dia um português não tivesse demonstrado que a terra é redonda e que há muito mais para lá do horizonte?
Pois é, a verdade é que foram os marinheiros portugueses que um dia enfrentaram todos os seus receios, e tiveram a coragem e a ousadia de se "enfiar numa casquinha de noz" e enfrentar o mar. E onde estavam os Ingleses, os Franceses e os Alemães nessa altura? Porque fomos nós e não eles? Simplesmente porque se ACOBARDARAM!
Que o resto do mundo se tenha esquecido disto, é um pouco incompreensível, mas que nós portugueses nos esqueçamos dos inúmeros marinheiros que levaram o nosso nome além-mar, é muito triste e absolutamente intolerável. É necessário ter consciência de que se os portugueses não tivessem tido a coragem de navegar rumo ao desconhecido, o mundo de hoje seria sem sombra de dúvida diferente, e o planeta deve-nos isso!!!